Episódio #02: grávida após um aborto espontâneo

Se você leu meu primeiro episódio neste blog, você sabe que eu passei por um aborto espontâneo após uma gravidez ectópica em 2025 (se não leu, clique aqui). E hoje, domingo, 13 de setembro de 2026, faz 1 semana que descobri que estou grávida novamente!

Mas, antes de falar sobre isso, queria voltar um pouco ao ponto em que eu percebi que precisava focar na maternidade. Esse ano, eu aprendi a fazer a seguinte oração ao meu anjo da guarda:

“Anjo da Guarda, me ajude a pensar o que eu preciso pensar, me ajude a tomar as decisões que preciso tomar, sopre nos meus ouvidos os planos de Deus para minha vida!”

Pois bem, na semana em que comecei a fazer essa oração, me veio à cabeça, enquanto eu trabalhava, que eu precisava me abrir novamente à maternidade. Embora eu seja católica e saiba que devemos ser abertos à vida, desde que tive o aborto espontâneo e após a decisão minha e do meu marido de nos mudarmos para Portugal em 2026, eu confesso que “evitava” engravidar novamente (como se isso estivesse no meu controle).

Digo “evitar” porque eu não uso nenhum método contraceptivo, mas também não fazia relações nos períodos em que estava fértil (uso o método Billings para isso). 

Então, após 3 meses que já estávamos em Portugal e na semana em que comecei a fazer a oração ao meu anjo, me veio à cabeça, enquanto eu trabalhava, que eu deveria focar na maternidade novamente.

Me veio um plano completo: eu deveria ir ao médico fazer meus exames pré-concepção, preparar o meu metabolismo para a gestação, ou seja, parar de ingerir álcool e melhorar a minha alimentação. Em termos financeiros, eu deveria juntar uma quantia de dinheiro mensalmente para que eu pudesse sair do meu trabalho por 1 ano e cuidar do bebê.

Nesta mesma semana, marquei a consulta com a médica, fiz minhas contas e defini o valor que eu precisava juntar mensalmente para atingir o meu objetivo financeiro. Falei com meu marido e estabelecemos que, a partir de agosto de 2026, poderíamos começar a saga da gravidez, já sabendo que poderia levar um ano ou mais.

Fiz os exames indicados pela médica, comecei a suplementar com o NATALBEN e melhorei a minha alimentação. A atividade física, também indicada, não consegui manter com constância no início, mas agora já comprei uma bicicleta estática e iniciei no pilates.

Resumindo minhas metas:

✓ Exames médicos: ok

✓ Suplementação: ok

✓ Reserva financeira: em andamento

✓ Alinhamento com o marido: ok

Chegou agosto e, graças a Deus, eu e meu marido tivemos férias do trabalho, ou seja, tivemos tempo para investir no plano rsrsrs. Sem pressão, sem ansiedade, apenas bons momentos da boa e verdadeira intimidade de casal.

Não fiquei pensando muito sobre isso, não estabeleci nenhuma quantidade de vezes, tudo apenas fluiu naturalmente.

No entanto, chegou setembro. Na data esperada para a minha menstruação descer, comecei a sentir cólicas e já fiquei decepcionada. Pensei: “Bom, não foi desta vez, mas eu agradeço a Deus pela oportunidade de ter mais um mês para preparar meu corpo melhor para gestar.”

No entanto, embora tivesse cólicas, nada aconteceu. Dois dias de atraso e começou a sair um pouquinho de sangue, marrom-escuro. Pensei: “Ela está vindo!”. No entanto, durou apenas algumas horas.

Quatro dias de atraso. Pensei: “Vou fazer um teste, pois minha mente pode estar preocupada e isso pode estar atrapalhando a minha menstruação a descer.”

Fiz o teste e, bum: positivo, 1–2 semanas.

No outro dia, fiz o exame clínico Beta HCG e também deu positivo.

Meu marido estava comigo e vimos o resultado juntos. Ficamos felizes, mas não foi aquela felicidade da primeira vez. Nos abraçamos, nos beijamos e dissemos palavras bonitas um para o outro. No entanto, dentro de si, cada um tinha o mesmo sentimento: e se não desenvolver?

Bom, hoje, 1 semana depois, estou eu aqui te escrevendo para dizer que: estou bastante preocupada.

Não sinto absolutamente nada: não tenho enjoo, não tenho sono, cansaço, fome demasiada, nada!

Meu exame está marcado para daqui a 1 mês ainda, então estou totalmente no escuro. Embora eu possa acompanhar a evolução pelo Beta, decidi confiar totalmente na vontade de Deus e me entregar à Sua Santa Vontade.

Não que seja fácil. Tem dias em que me sinto desesperada e choro de medo. Em outros dias, sinto-me calma e confiante de que Deus está cuidando de tudo.

Aprendi a viver a gestação 1 dia de cada vez: não importa quão ruim tenha sido o dia anterior e o quanto eu tenha me desesperado, hoje vai ser sempre o dia para eu recomeçar.

Deus nos conhece profundamente e sabe que somos fracas, mas todos os dias a Sua misericórdia se renova, e assim também devem ser as nossas esperanças.

Enquanto isso, me acompanhe por aqui para saber das próximas atualizações.

Salve Católica!

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